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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sociedade Inclusiva




SOCIEDADE INCLUSIVA: AFINAL, O QUE É ISTO?
Diante de tantas mudanças que hoje vemos eclodir na evolução da

sociedade, surge um novo movimento, o da inclusão, conseqüência da visão

de um mundo democrático, no qual pretendemos respeitar direitos e deveres.

A limitação da pessoa não diminui seus direitos: é cidadã e faz parte da

sociedade como qualquer outra. Chegou o momento de a sociedade se

preparar para lidar com a diversidade humana.

Todas as pessoas devem ser respeitadas, não importa o sexo, a idade, as

origens étnicas, a opção sexual ou as deficiências.

Uma sociedade aberta a todos, que estimula a participação de cada um,

aprecia as diferentes experiências humanas e reconhece o potencial de todo

cidadão é denominada sociedade inclusiva.

A sociedade inclusiva tem como objetivo principal oferecer oportunidades

iguais para que cada pessoa seja autônoma e autodeterminada.

Dessa forma, a sociedade inclusiva é democrática, reconhece todos os

seres humanos como livres, iguais e com direito a exercer sua cidadania.

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Ela é, portanto, fraterna: busca todas as camadas sociais, atinge todas as

pessoas, sem exceção, respeitando-as em sua dignidade.

Para que uma sociedade se torne inclusiva, é preciso cooperar no esforço

coletivo de sujeitos que dialogam em busca do respeito, da liberdade e da

igualdade.

Como sabemos, nossa sociedade ainda não é inclusiva. Há grupos de

pessoas discriminadas até mesmo nas denominações que recebem: inválido,

excepcional, deficiente, mongol, down, manco, ceguinho, aleijado, demente...

Essas palavras revelam preconceito. Através delas, estamos dizendo que

essas pessoas precisam mudar para que possam conviver na sociedade. O

problema é do surdo, que não entende o que é dito na TV, e não da emissora,

que não coloca a legenda; é do cego, por não saber das novas leis, e não do

poder público, que não as divulga oralmente ou em braile; é do deficiente

físico, que não pode subir escadas, e não de quem aprovou uma construção

sem rampas. Assim, dizemos que é responsabilidade da pessoa com

deficiência a sua integração à sociedade.

Diferentemente, o termo inclusão indica que a sociedade, e não a pessoa, é

que deve mudar. Para isso, até as palavras e expressões para designar as

diferenças devem ressaltar os aspectos positivos e, assim, promover mudança

de atitudes em relação a essas diferenças.

É nosso dever fornecer mecanismos para que todos possam ser incluídos.


(Fonte: Cartilha da Inclusão)

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